domingo, 7 de abril de 2019

Dekasseguis pelo mundo - Jihane na Nova Zelândia



Hoje gostaria de apresentar à vocês queridos leitores a história da Jihane, uma dekassegui que conheci aqui na Nova Zelândia. Ela possui uma trajetória muito motivadora que com certeza pode inspirar você! 


1- Jihane, primeiramente por que você decidiu ir para o Japão?
Em 2014 começamos a planejar fazer uma pós graduação no Canadá, mas os valores são absurdos. Então decidimos ir para o Japão juntar dinheiro e depois imigrar para outro lugar, que oferecesse qualidade de vida e segurança.
Fomos para o Japão em 2015 através de agência e pela empreiteira Avance, que nos mandou para o final do Japão, Shimane, numa cidade minúscula chamada Oda.

2- E no que você trabalhou no Japão?
Trabalhamos na Murata, na área de componentes eletrônicos e após 3 meses resolvemos mudar de cidade. Subimos para Minamoto Ashigara em Kanagawa. Nessa cidade, trabalhamos na fábrica da Fujifilm, com embalagem dos filmes, fazendo yakin (turno noturno) direto.




3- O que levou você a querer deixar o Japão? 
Decidimos sair do Japão no primeiro mês em que chegamos! Amamos a cultura, a educação, o país, mas o Japão não proporcionava a qualidade de vida que procurávamos. 
Fomos focados em juntar dinheiro e assim o fizemos, escolhemos ficar em cidade em que não tivesse tantos brasileiros e facilidades para não mudarmos de ideia e perder o foco. Ouvimos de muitas pessoas que não iríamos conseguir juntar o dinheiro para nosso sonho...
Mesmo focados em juntar dinheiro, conhecemos todo o Japão! Viajamos para lugares incríveis!

4- Por que vocês escolheram a Nova Zelândia?
Após 1 ano de Japão, começamos a pesquisar sobre intercâmbio na Austrália, como era a imigração, qualidade de vida e nisso encontramos sobre Nova Zelândia, um país em crescimento e com necessidade de mão de obra. Um local amigável e mais fácil do que a Austrália para conseguir emprego.

5- Que tipo de curso você fez na Nova Zelândia e qual era seu nível de inglês antes e depois do curso?
Decidimos fazer um intercâmbio de curso de inglês, na cidade de Queenstown, um paraíso, pois vimos que a oferta de trabalho era a maior e as chances de conseguir um visto de trabalho eram maiores também.
Chegamos na Nova Zelândia com inglês intermediário e saímos, depois de 4 meses, com inglês avançado. 
Claro que encontramos brasileiros  mas nós forçamos a fazer amigos de todas as nacionalidades para colocar o inglês na prática. E hoje após 2 anos e 2 meses temos fluência na língua!

6- O que você tem na Nova Zelândia que não tinha no Japão? E o que você tinha no Japão que você não tem na Nova Zelândia? 
No Japão tínhamos muito dinheiro, mas não tínhamos tempo e energia para desfrutar da vida. Era só trabalho 5 dias na semanas e 12 horas por dia. 
Já na Nova Zelândia, não temos muito dinheiro, o que se ganha dá para viver bem, mesmo sendo o salário mínimo. Mas aqui somos felizes pois temos o equilíbrio do serviço com a vida pessoal, e um dos nossos sonhos foi sempre ter filhos! Agora estamos esperando a Rebecca, teremos tempo e energia para curtir com ela esse país incrível.

7 - Planos para o futuro?
Hoje trabalho como representante da agência de Intercâmbio Sem Fronteiras, com sede na Irlanda, EUA e agora aqui na Nova Zelândia! Ajudo as pessoas no planejamento financeiro, estratégico e emocional para vir pra cá. 
Sempre posto no meu Instagram @jihanesato, dicas, informações, vaga de emprego e rotina do dia a dia para que as pessoas se sintam seguras e se imaginem num lugar como esse.

8- Qual dica você daria para quem tem vontade de sair do Japão em busca de uma mudança de vida?
Não deixem que outras pessoas boicotem seus sonhos, pois tentaram fazer isso conosco quando chegamos no Japão. Tenham perseverança e foco pois todos podem alcançar seus sonhos!


Muito obrigada Jihane pela entrevista!

Um abraço à todos,

Amanda

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