quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O poder da atitude positiva


Chegamos ao final deste mês de janeiro todo dia com 31 posts publicados sem falhar! Ufa! Foi uma jornada curiosa, cansativa mas acima de tudo, de muito aprendizado. Quando me propus à fazer pela primeira vez um mês de postagens diárias foi para acima de tudo testar meu foco, persistência e firmar um novo hábito que quero manter: começar e terminar coisas. Ao longo dos dias, semanas, meses, a gente vai tendo várias idéias né? Principalmente quem trabalha em fábrica sabe como que é a cabeça. Você viaja... pensa em tudo, faz planos, afinal, alguns trabalhos são tão repetitivos e monótonos que te propiciam muitos momentos para reflexão. 



Mas dessas reflexões, idéias e pensamentos, pouca coisa acaba se concretizando. E como eu disse no primeiro post deste ano, a palavra para mim em 2018 é hábito e tenho uma segunda também: resiliência. 
Lembra do papo sobre atitude positiva? Queria fechar esse mês falando mais um pouquinho sobre isso.

Você já pensou alguma vez o que separa os melhores do restante? O que separa o medalhista de ouro do medalhista de prata nas Olimpíadas? O que separa uma pessoa que passou por uma dificuldade e superou e outra que passou por dificuldades semelhantes mas desistiu?

É a atitute.

Mas uma vez vou usar o livro Você Faz a Diferença para conversarmos aqui. 
É claro que devemos entender que de vez em quando surgem na história pessoas com dons tão extraordinários que a maioria das pessoas por mais que se esforçassem não chegariam perto. 



Mas Denis Waitley no The Winner's Edge afirma:

"...a vantagem do vencedor não está em nascer em berço de ouro, em ter QI ou em ser talentoso. A vantagem do vencedor está na atitude, não na aptidão. Atitude é o critério para o sucesso. Mas não se pode comprar um atitude por um milhão de dólares. As atitudes não estão à venda."

Muitas coisas aconteceram, estão acontecendo e irão acontecer comigo e com você. Nem sempre podemos escolher o que acontece conosco, mas sempre podemos escolher como reagimos ao que acontece conosco. 

Algumas coisas da vida escapam do nosso controle. Outras não. Mas é esse o ponto. A nossa atitude diante das coisas que escapam do nosso controle é o que pode realmente de fato fazer a diferença. Esta é a razão pela qual a sua atitude é sua maior qualidade ou sua maior deficiência. 
É ela que prepara ou acaba com você. 
Ela pode levantar ou derrubar você.

"Uma atitude mental positiva não lhe permitirá fazer tudo. Mas ela pode ajudá-lo a fazer qualquer coisa melhor do que você faria se sua atitiude fosse negativa."

Então desejo que fevereiro se inicie com essa reflexão. Sobre o poder das atitudes em nós e a diferença que elas podem causar na nossa vida.

Bora refletir?

Amanda

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

A história do pão no Japão



É engraçado ver que muitas pessoas que não moram no Japão ou nunca visitaram acreditam ainda que aqui só se come sushi, sashimi e arroz branco. Pode parecer brincadeira, mas conversei com muita gente no ano passado quando retornei ao Brasil e a maioria falava "Se eu for pro Japão vou passar fome pois não gosto de peixe!". Hahaha! E o mais engraçado é o espanto nos rostos das pessoas quando explico que aqui tem um leque gigantesco de opções gastronômicas. Inclusive pães! O pão hoje em dia é tão popular que é encontrado facilmente nas mesas japonesas no dia a dia. Mas temos um história por trás disso!



O pão chegou primeiro ao Japão através de comerciantes e missionários portugueses em meados do século XVI. No entanto, o cristianismo foi banido no início do século 17, e todo o pão feito tinha feito foi banido com ele. Mas o nome ficou: a palavra japonesa para o pão é pan , que é a adaptação local do pão português.

Uma receita de pão pode ser encontrada em um livro de doces japonês a partir de 1718 mas não há evidências reais de que ele já foi feito localmente. O primeiro pão conhecido por ser feito por uma pessoa japonesa para pessoas japonesas foi preparado por Egawa Hidetatsu em 1842. A cargo das defesas costeiras do Shogunate Tokugawa em torno da Baía de Tóquio, ele cozinhava pão duro como provisão para soldados - e também construiu um forno em Izunokuni, prefeitura de Shizuoka, que agora é Patrimônio da Humanidade.
O pão tornou-se mais comum juntamente com a rápida industrialização do Japão no período de Meiji (1868-1912).

Anpan


No entanto, em 1874, Yasubei Kimura criou anpan (あ ん パ ン), pães recheados com pasta de feijão vermelho chamado anko. Como o anko era comumente usado em doces japoneses, sua inclusão foi feita para uma fácil transição e garantiu o sucesso da padaria de Kimura, Kimuraya Sohonten, que funciona ainda hoje. Anpan foi tão bem sucedido que até foi apresentado ao Imperador Meiji, e um boom em confecções de pão começou!

Em 1890, o pão foi introduzido como um elemento básico para a Marinha japonesa para combater a deficiência de vitamina B1.
O pão tornou-se um alimento comum do sistema de almoço escolar (kyushoku) que foi estabelecido para combater a escassez de alimentos pós-guerra, fazendo uso de trigo e leite em pó fornecido pela autoridade de ocupação dos EUA.

Ao mesmo tempo, o pão também foi produzido para sanduiches populares entre soldados dos EUA. Nasceu algo similar ao nosso pão de forma, o shokupan (食 パ ン, literalmente "comendo pão") que pode ser encontrado em todas as mercearias, supermercados e lojas de conveniência até hoje.


Em 2011, pesquisas indicaram que as famílias japonesas estavam comendo mais pão do que no arroz pela primeira vez na história. No entanto, o pão japonês é considerado caro em comparação ao arroz. O país produziu apenas 1,2 milhão de toneladas de pão em comparação aos 8 milhões de toneladas de arroz produzidos em 2015.


Mas o pão está cada vez mais presente no dia a dia do japonês, desfrutando de uma popularidade particular na área de Kansai. Você pode encontrar pelo menos uma loja de pão, os panya-san , em qualquer estação de trem grande em todo país. Anpan e Shokupan continuam fortes até hoje mas o Japão também possui alguns outros pães típicos:


O pão de creme (ク リ ー ム パ ン) é simplesmente um pão simples recheado com creme. Foi inventado em 1904 por Aizo Soma, fundador da empresa de alimentos Nakamuraya, inspirado no choux à la crème


O pão de melão (メ ロ ン パ ン) nascido em meados de 1910 é  um pão doce com uma casca crocante e açucarada e um interior macio. Não há nenhum gosto muito real de melão, embora alguns fabricantes agora adicionem saborizantes de sabor melão ou corantes como um truque. 


Curry pan (カ レ ー パ ン) é uma espécie de pão frito recheado com curry. Os japoneses adoram o curry que foi introduzido em livros de culinária japoneses em meados de 1860.


O pão de yakisoba (焼 き そ ば パ ン) é basicamente um pão de cachorro-quente com macarrão de yakisoba frito jogado dentro. Acredita-se que em 1950 por uma loja que vendia pão e yakisoba.

Um beijo,

Amanda

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

As variedades do molho de soja japonês



Conta-se que monges budistas introduziram o molho de soja no Japão no século 7, onde é conhecido como "shōyu". A palavra japonesa "tamari" é derivada do verbo "tamaru" que significa "acumular", referindo-se ao fato de que tamari era tradicionalmente do subproduto líquido produzido durante a fermentação do miso. O Japão é o principal produtor de tamari.

O molho de soja japonês ou shō-yu (し ょ う ゆ, ou 醤 油), é tradicionalmente dividido em 5 categorias principais, dependendo das diferenças em seus ingredientes e método de produção. A maioria, mas não todos os molhos japoneses de soja, incluem o trigo como ingrediente primário, o que tende a dar um sabor ligeiramente mais doce do que os  chineses. Eles também tendem a um sabor alcoólico, devido à adição de álcool no produto. 

Koikuchi (濃 口, "sabor forte")
Originando-se na região de Kantō, seu uso eventualmente se espalhou pelo Japão. Mais de 80% da produção japonesa de molho de soja doméstico é de koikuchi, e pode ser considerado o típico molho de soja japonês. É produzido a partir de quantidades aproximadamente iguais de soja e trigo. Esta variedade também é chamada kijōyu (生 醤 油) ou namashōyu (生 し ょ う ゆ) quando não é pasteurizada.


Usukuchi (淡 口, "sabor leve")
Particularmente popular na região de Kansai do Japão, é tanto mais salgado quanto mais leve que o koikuchi. A cor mais clara surge do uso de amazake, um líquido doce feito de arroz fermentado, que é usado em sua produção.


Tamari (た ま り)
Produzido principalmente na região de Chūbu no Japão, o tamari é mais escuro e mais rico em sabor do que o koikuchi. Contém pouco ou nenhum trigo; o tamari sem trigo é popular entre as pessoas celíacas. É o molho de soja japonês "original", pois sua receita é mais próxima do molho de soja originalmente introduzido no Japão da China. Tecnicamente, esta variedade é conhecida como miso-damari (味噌 溜 り), pois este é o líquido que sai do miso à medida que amadurece.



Shiro (白, "branco")
Um molho de soja muito claro. Em contraste com o molho de soja "tamari", o molho de soja "shiro" usa principalmente trigo e muito pouco soja, dando-lhe uma aparência leve e sabor doce. É mais usado na região de Kansai para alimentos como o sashimi.

Saishikomi (再 仕 込, "duas vezes")
Esta variedade substitui os koikuchi fabricados anteriormente para a salmoura normalmente utilizada no processo. Consequentemente, é muito mais escuro e mais fortemente aromatizado. Este tipo também é conhecido como kanro shoyu (甘露 醤 油) ou "shoyu doce".

Algumas novas variedades de molho de soja japonês incluem:

Gen'en (減 塩, "sal reduzido")
Também existem molhos de soja com baixo teor de sal, mas não são considerados uma variedade separada de molho de soja, uma vez que a redução do teor de sal é um processo realizado fora.


Amakuchi (甘 口, "sabor doce")
Chamado de "molho de soja havaiano" nessas poucas partes dos EUA familiarizados com isso, é uma variante do molho de soja "koikuchi".

Todas essas variedades são vendidas no mercado em três diferentes graus de acordo com a forma como foram produzidos:

Honjōzō hōshiki (本 醸 造 方式)
Contém 100% de produto naturalmente fermentado.
Shinshiki hōshiki (新式 方式)
Contém 30-50% de produto naturalmente fermentado.
Tennen jōzō (天然 醸 造)
Não significa ingredientes adicionados, exceto álcool.

E com três níveis oficiais de qualidade:

Hyōjun (標準)
Padrão pasteurizado.
Tokkyū (特級)
Qualidade especial, não pasteurizada.
Tokusen (特 選)
Qualidade premium, geralmente implica quantidade limitada.

Que tal algumas receitas?



Bom apetite!

Amanda